Todo o passado é prólogo.

Mariana Mata Passos, Filipa Oliveira

Todo o Património é Poesia, Fórum Eugénio de Almeida, Évora.

 

Para falar desta exposição em particular e do trabalho que tenho acompanhado na Fundação Eugénio de Almeida, decidi escrever esta curta introdução na primeira pessoa. Nasci em Lisboa, cresci e estudei no coração da antiga residência da Família Eugénio de Almeida. Se o coração da residência adquirida por José Maria Eugénio de Almeida se situava numa das artérias da minha vida em Lisboa, agora, que vivo há um bom par de anos na cidade de Évora, tentando o equilíbrio naquele que é considerado o ponto mais alto do centro histórico – a Acrópole – o meu quotidiano é passado, também, por obra do acaso, por entre o Fórum Eugénio de Almeida (antigo Palácio da Inquisição de Évora), o Museu das Carruagens, o Pátio de São Miguel e, como não podia deixar de ser a enoteca da Cartuxa – tudo locais de relevo desta cidade alentejana intrinsecamente ligadas à história e ao trabalho desta família que é a Fundação Eugénio de Almeida. Terminada que está a descrição deste trajecto, que indica (com a clareza possível) as minhas referências pessoais, os posicionamentos genéricos e afectivos – tentei descrever aquilo que considero ser o meu património. E, antes que se pergunte o que é isso, afinal, de ter, ser e sentir “património”, sublinho a pertinência e amplitude da questão, aparentemente simples, que a exposição “Todo o Património é Poesia”, no Fórum Eugénio de Almeida, coloca como mote – “O que é o Património?”.

 

Nos múltiplos espaços da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, encontramos distribuída uma sintética brochura sobre a família do instituidor da mesma Fundação que carrega para a posteridade o valoroso apelido Eugénio de Almeida. Das duas imagens escolhidas para ilustrar a justa divulgação da história desta particular família, uma delas é, naturalmente, uma foto-montagem de retratos dos homens que através de gerações honraram, também, este nome. Contudo, a fotografia que nos prende a atenção – ocupando uma página inteira – é a da escadaria do Palácio de São Sebastião da Pedreira em Lisboa. Foi esse Palácio residência principal da família Eugénio de Almeida, radicada em Lisboa. Também conhecido como Palácio Vilalva, a sua edificação data da primeira metade de setecentos, tendo sido posteriormente adquirido por José Maria Eugénio de Almeida e reedificado por Giuseppe Cinatti. Nos dias que correm, a vastidão da dita propriedade é difícil de contemplar, sem um prévio exercício de abstração: encontra-se actualmente dividida por distintas instituições e está entrecortada por várias avenidas movimentadas.

Venho dando atenção à imagem da escadaria do Palácio de São Sebastião da Pedreira (actualmente pertencente ao Exército Português), porque essa imagem me faz viajar. Não até Lisboa, mas até ao número 51 da Avenue d’Iéna, em Paris. Esta fotografia, transporta-me, imediatamente e sem remédio, para a entrada daquela que foi a residência minuciosamente planeada pelo Senhor Cinco-Por-Cento, o estimado Monsieur Calouste Sarkis Gulbenkian. Não posso equacionar com precisão as razões subjectivas que me movem. Para quê ir tão longe? Para quê este lúdico movimento de ida e volta, esta escrita de baloiço, para chegar ao desenho de uma letra maiúscula que possa, finalmente, arrancar com as expectáveis e necessárias considerações acerca desta importante exposição, fixada a uns 120 quilómetros da capital do país (o que equivale aproximadamente a uma hora de caminho por boa estrada)? Antes de começar, tracei as linhas de um mapa de forma pouco rigorosa. Agora, explícito as coordenadas que ligam os pontos que vim assinalando: o espaço ocupado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na Avenida Berna, pertencia, concretamente, ao já citado Palácio Vilalva. Foi em tempos, o espaço, por natureza dedicado à fruição: um frondoso jardim.

Entre plantas, aproximo-me e procuro aproximar-vos do destino, não desdenhando a possibilidade de um qualquer erro de paralaxe. Em Lisboa, em Évora (e numa Paris que já não existe) reencontro, reformulo, volto a pensar naquilo que defino como meu património e, por caminhos ínvios, verifico que todas as histórias se constroem de relações inesperadas entre uma lonjura e outra, um aqui e um além, um passado e um futuro. Deixando a sua casa da Avenue d’Iéna, onde habitava com as obras de arte que hoje se expõe no Museu da Colecção do Fundador, Calouste Gulbenkian ocupou um espaço na capital e vagamente se apagou da memória da Lisboa contemporânea a presença e as raízes da família Eugénio de Almeida.

Gosto de afirmar que – em grande parte –, aquilo que penso ser, se deve, fundamentalmente, ao tempo infinito que ocupei dentro de alguns museus: carrego comigo (com um gosto que nunca pesa) não um nome, mas muitos nomes; não uma história, mas muitas histórias; não uma imagem, mas muitas imagens. Daí que o título que emoldura este texto sobre a exposição “Todo o Património é Poesia” e que deu o tom a esta entrevista à curadora e directora artística do Fórum Eugénio de Almeida, Filipa Oliveira, seja o subtítulo que consta da pequena brochura dedicada à história desta família de empreendedores beneméritos – “Todo o Passado é prólogo”.

Chegámos a Évora!

 

Mariana Mata Passos: Como descreverias a exposição “Todo o Património é Poesia” a quem não teve a oportunidade de a visitar? Qual a obra (ou as obras) que consideras mais significativa, aquela que pode resumir a ideia de toda a exposição?

Filipa Oliveira: A exposição “Todo o Património é Poesia” é uma reflexão sobre Património hoje – hoje no presente e hoje em Évora, no ano em que se celebra o 30º aniversário de Évora Património da Humanidade da Unesco. Com uma data tão importante era imperativo que o Fórum e a Fundação reflectissem sobre o que é que Património. Ainda mais quando a Fundação tem um património tão relevante como o Palácio da Inquisição e o Paço de São Miguel.

Para pensar sobre este tema convocámos um conjunto de obras e artistas que de alguma maneira contribuem para esta reflexão de formas diferentes. Não enquanto justificativos de uma tese, mas antes enquanto questões que são colocadas ao espectador. Nesse sentido, todas as obras são significativas, todas são peças importantes da exposição porque cada uma aborda o tema de um ponto de vista e no conjunto apresentam uma multitude de visões.

O que posso talvez destacar são as primeiras obras que escolhi e que me ajudaram a construir todo o pensamento da exposição: a primeira, que está colocada logo na entrada – O Amanhã é a Questão do Rirkrit Tiravanija. Esta obra corporaliza-se em duas mesas de ténis de mesa, nas quais o título da obra está inscrito com vinil de cor e as raquetes têm um ponto de interrogação pintado. Esta peça não foi feita a pensar no tema do Património, mas eu achei que ela era muito importante para a exposição e em particular para iniciar o seu percurso porque ela se refere ao que para mim é uma das questões essenciais do Património. Eu acho que para se pensar sobre o Património devemos acima de tudo pensar no que é o futuro do património e qual é o património que queremos preservar e construir para o futuro.

A segunda peça que destaco é a instalação vídeo Afterimage de Clemens von Wedemeyer. Von Wedemeyer digitalizou a 3D o armazém dos adereços dos estúdios da Cinecittà em Roma. O que numa primeira instância aparentava ser um armazém da história da escultura ocidental, é na verdade um depósito de réplicas, que se desintegram com o passar da câmara, como se fossem fantasmas. Para mim esta obra aborda dois temas importantes: por um lado a questão do falso e da cópia no património, bem como a ideia de património enquanto experiência física que desvanece e perdura apenas como imagem diáfama.

Destaco ainda a obra do Ai Weiwei. Penso que este é um dos artistas mais polémicos e activistas a trabalhar actualmente e em particular no que diz respeito ao património. Queria muito trazê-lo para esta exposição para levantar a problemática da destruição e apropriação do Património.

Por fim, a última obra da exposição que faz a ponte para a exposição seguinte é uma figura anónima, de um autor anónimo também que descobri acidentalmente no Museu de Évora. É uma figura em madeira pintada, uma mulher, provavelmente do séc. XVII, que tinha sido completamente comida pelo bicho da madeira e que foi alvo de uma intervenção de conservação, mas a figura foi de tal modo comida que está desfigurada num misto entre o belo e o disforme. Esta figura é central para reflectirmos sobre a noção de perda e de risco que está sempre presente no Património.

MMP: Filipa, a pretexto de uma reflexão sobre a ideia de património, trouxeste até Évora – uma cidade várias vezes reduzida ao estatuto de periferia no circuito da arte contemporânea –, obras da autoria de alguns dos nomes mais sonantes da actualidade artística internacional – como o Ai Weiwei (que expõe pela primeira vez em Portugal), Anri Sala, Danh Vô ou mesmo o trabalho de E. B. Itso. Achas que esta exposição fazia falta a Évora ou o que faz falta é redescobrir esta cidade Património da Humanidade, mas com outros olhos? Pergunto: é uma exposição pensada a partir de Évora para o mundo ou a partir do mundo para Évora?

FO: A questão de estarmos na periferia é uma questão fundamental no pensamento da minha programação. Eu acho que esta exposição tem qualidade para estar em Évora como noutra capital europeia qualquer. Mas é aqui, nesta terra onde bate a nossa sombra, que nós queremos estar. É nesta periferia que queremos ter as raízes, mas também conscientes de que temos que dialogar com o que está fora dos muros que encerram esta cidade. A minha programação consiste exactamente nisso, de trazer a actualidade artística para Évora, para esta comunidade e fazer dialogar essa realidade internacional com a realidade desta região e mesmo com a nacional. Concordo com a afirmação que fazes que necessitamos frequentemente de novos olhares, de novas propostas de interpretação para entendermos melhor a nossa realidade, para a tornar mais rica e complexa. Precisamos de outros olhos e eu acredito profundamente que os olhos dos artistas são dos olhos mais interessantes para nos abrir os horizontes. Será talvez presunçoso dizer que esta exposição é a que faltava em Évora. É seguramente a reflexão que achei que seria urgente fazer nesta cidade neste momento. Este momento de reflexão sobre o património parte do mundo para Évora, sendo que a segunda parte da exposição que inaugura em Setembro trabalha no sentido inverso. Parte de Évora, do património específico da cidade para o mundo.

MMP: A exposição “Todo o Património é Poesia” assinala a participação da Fundação Eugénio de Almeida nas comemorações do trigésimo aniversário da classificação da cidade de Évora como Património da Humanidade, pela UNESCO, procurando fomentar o debate, no centro da cidade, em torno do que é isto de ser e viver, de habitar esta ideia de Património da Humanidade. Desde Janeiro de 2016 que uma outra obra – o Cume/Summit, de António Bolota, que, de facto, marcou o início da programação do Fórum Eugénio de Almeida dedicada à reflexão sobre Évora Património Mundial – se instalava, não sem polémica, num dos pontos mais altos da cidade. Afirmas, no texto que acompanha o visitante da exposição “Todo o Património é Poesia” que “o património é cada vez mais um campo de controvérsia e questionamento”. Como podemos medir (se é que podemos medir, tanto mais que a curto prazo e distância…) a controvérsia e o impacto desta obra na transformação da vivência da cidade e no modo como a cidade de Évora é vista e pensada a partir do exterior?

FO: Eu talvez não serei a pessoa ideal para responder a esta pergunta porque não sou de Évora e estou há pouco tempo na cidade. A polémica em torno da obra Cume de António Bolota apanhou-me completamente de surpresa. Não esperava que a cidade reagisse com espanto e incómodo a uma escultura contemporânea, e ainda mais uma escultura temporária. Depois de muito reflectir sobre esta situação, posso dizer que fico muito feliz que a cidade tenha sido abalada por uma obra de arte. É tão raro quando isso acontece, que a arte possa ter um efeito tão directo e imediato na comunidade. Acho sempre que um olhar do exterior é sempre mais eficaz a provocar transformações. Essas mudanças, essas transformações que desejamos tanto, penso que só acontecem no tempo. Hoje ainda não sou capaz de medir o impacto que o Fórum e estas propostas têm na cidade, mas acredito profundamente que já vão tendo algum.

MMP: A arte contemporânea (ou não) “funciona”, faz com que a nossa posição mude, com que nos movimentemos, como propõe Didi-Huberman. O que consideras necessário assegurar para que a mensagem da exposição não se perca – quer por parte de quem faz a curadoria da exposição e da instituição que a expõe; quer por parte do visitante?

FO: Acredito que a arte contemporânea pode fazer com que nos movimentemos como diz de forma tão bonita o Didi-Huberman. No Cume do António Bolota esse movimento é absolutamente literal. Temos que contornar este ‘muro’ para aceder ao Fórum, temos que dialogar com ele para entendermos a praça. Outros movimentos são muito mais subtis. Para mim o jogo de ping‑pong é um movimento muito mais subtil porque claro que é algo profundamente físico, mas cujo efeito é tornar o espectador num participante activo da exposição. É o seu movimento, a sua participação no jogo que activam a peça, que a tornam viva. Parece-me essencial que não se deixe de pensar no público. Um centro de arte é um espaço aberto, feito a pensar na produção artística evidentemente, mas também nos seus visitantes. O diálogo entre estas duas dimensões não pode ser quebrado, e a função do Fórum é fomentá‑lo. Penso que uma forma de o fazer é tornar acessíveis os conteúdos artísticos, descodificando‑os e desafiando e encorajando o público a construir a sua própria leitura e entendimento.

MMP: O Fórum Eugénio de Almeida não é aquilo que canonicamente se estabelece como sendo “um Museu”. Todavia, enquanto directora e curadora deste espaço tens optado por centrar a programação numa reflexão acerca do potencial transformador que a instituição “Museu” carrega consigo. Dando um exemplo concreto, a primeira exposição – que marcou o início da tua colaboração com a Fundação Eugénio de Almeida e, de algum modo, nos apresentou a linha curatorial que inauguravas em Évora –, tinha, como título, “O Museu a Haver”. Naturalmente, não pensavas transformar um espaço de exposições temporárias, um centro de arte contemporânea, num Museu! Escrevias, na brochura, que a exposição era “uma exposição-manifesto que revela […] e assenta num conjunto de pensamentos sobre o lugar e a função dos museus.” Parece‑me muito interessante que se programe um centro de arte contemporânea em torno desta reflexão e que se saia do museu para pensar o que é um Museu. A exposição “O Museu a Haver” era também marcada pela vontade de aproximação a uma comunidade e dirigias uma pergunta, muito pertinente e activadora sobre participação do público de proximidade. Concomitantemente à inauguração desta exposição, deu‑se início a uma colaboração, com a duração de um ano, com o artista Nicolás Paris, que expôs, posteriormente, no Museu Colecção Berardo.

Por essa ocasião perguntavas: “Qual é o Museu com que sonhamos?”. Devolvo-te, portanto, a pergunta: Qual é o Museu com que tu sonhas?

FO: “O Museu a Haver” foi uma exposição muito importante para mim por ser o início de uma programação e também de uma reflexão sobre qual seria o papel do Fórum Eugénio de Almeida em Évora e no país. Eu encaro o meu trabalho com um sentido de missão. O que quero dizer é que eu acredito que a cultura é um direito dos cidadãos e que não se pode pensar ou construir um país onde os principais centros de cultura estão concentrados em duas cidades. Acredito profundamente no papel transformador da cultura, e em particular da arte contemporânea, e o meu sonho é que o Fórum possa ter esse papel em Évora.

Por um lado, sonho que a comunidade eborense se relacione com ele e com as propostas que ali são apresentadas, que se sinta desafiada mas também encantada. Por outro, que seja um motor comunitário, um lugar da diferença, das visões múltiplas, da aceitação do outro numa Europa (ou mesmo num mundo) em que queremos afastar o outro, aquele que não é como nós, que não pensa como nós. Sonho com um museu que é uma casa aberta, de diálogo, de participação. E este museu é também, e acima de tudo, uma casa dos artistas, da experimentação, da criação, da beleza. Sem os artistas e sem a arte os museus não fazem sentido para mim. Sonho com um museu que fala do nosso tempo, das nossas preocupações e inquietações e que nos mostra novos caminhos e possibilidades de estarmos no mundo.

MMP: A ideia de que “Todo o passado é prólogo” parece informar a programação do Fórum e o teu olhar enquanto curadora deste espaço. Relembro aqui, pelo menos, dois dos títulos que parecem sustentar esta interpretação: “Estados de Rememoração“, uma exposição do artista suíço Reto Pulfer e “Realidade Suspensa”, a exposição dedicada ao trabalho de Michael Biberstein (com curadoria de Reto Pulfer). Estes títulos, somados aos já anteriormente citados, prometem uma continuidade – a continuidade enunciada na citação “Todo o passado é prólogo”. Podes adiantar o que esperar da próxima exposição?

FO: O passado é inevitavelmente o meu ponto de partida e é assumido como tal. O Fórum habita o antigo Palácio da Inquisição de Évora. Um lugar com uma enorme e pesada carga histórica e que no meu ponto de vista não pode ser apagada. Eu sempre gostei de trabalhar espaços que não eram neutros, espaços que não eram o típico cubo branco. E de assumir o contágio do contexto no meu trabalho curatorial. Aqui, não poderia agir de outra forma, ainda mais numa cidade onde se respira história, onde se encontra património a cada esquina. A ideia da história, do património, da memória tinha que ser tema central, pelo menos tinha que ser o começo.

A próxima exposição é um segundo capítulo da que apresentamos neste momento. Se como falávamos há pouco “Todo o Património é Poesia” é do mundo para Évora, esta segunda parte trabalha no sentido oposto: de Évora para o mundo. Convidei o curador e filósofo Paulo Pires do Vale que muito admiro, para fazer uma exposição que continuasse a minha, mas que se focasse na cidade de Évora, que a encarasse como um arquivo vivo. Desafiei‑o a olhar para as reservas e arquivos das outras instituições da cidade para construir uma exposição que de alguma forma juntasse essa história, memória e património. A exposição chamar-se‑á “Das Vantagens e Desvantagens da História para a Vida” e falará exactamente do peso da história e da necessidade do esquecimento. Penso que acabar o ano da celebração do 30º aniversário de Évora Património da Humanidade com a ideia de esquecimento é uma sugestão muito forte.

Ainda este ano iremos inaugurar também em Setembro a mostra itinerante “Habitar Portugal 12-14” e uma exposição individual de Gonçalo Jardim em Novembro – um escultor que vive em Évora há muitos anos e ensina na Universidade de Évora. A apresentação deste trabalho configura-se como um afirmar de uma vontade de também trabalhar com artistas que se inscrevem na paisagem e contexto local.

Em 2017, a programação irá centrar‑se no tema do “Outro” e contará, entre outras, com duas exposições individuais maravilhosas que muito me orgulho de fazer, da Fernanda Fragateiro já em Janeiro e da Ângela Ferreira em Setembro.


Oswaldo Macia, Conductor. Sinfonía para aves mudas, 2016, (Igreja do Salvador). © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.


Pedro Cabrita Reis, Uma Luz Vinda da Terra, 2015 (Termas Romanas, Évora). © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.


Clemens von Wedemeyer, Afterimage, 2013. © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.


Lara Almarcegui, Materiais de construção: Palácio de Inquisição, 2016. © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.


Ai Weiwei, Stone Pillar, 2014. © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.


E.B. Itso, Everything is a story, 2015. © Bruno Lopes e Fundação Eugénio de Almeida.